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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dona Onça na Selva de Pedra Paulista

De volta ao país tupiniquim (guardamos uns posts da Europa para publicar para nossos queridos leitores – só para dar aquele gostinho de que ainda estamos viajando mundo afora, como se tivéssemos ganho na mega sena), nada como matar a saudade com comida brasileira e ainda com um programa bem paulista...
A boa de hoje: bar Dona Onça, no edifício Copan.
O edifício Copan é um dos mais emblemáticos da minha querida terra natal. Ele foi projetado pelo Oscar Niemeyer nos anos 50 (li hoje no jornal que ele está louco para voltar para a casa do hospital para trabalhar no seu projeto de um centro cultural no Marrocos – aos 104 anos! Muito, mas muito orgulho de um velhinho porreta desses. Ainda que o estilo arquitetônico dele não seja your cup of tea, não há como negar que esse velhinho nessa idade e ainda na ativa – e não para jogar gamão e sim para realizar empreendimentos arquitetônicos internacionais - é impressionante).
Enfim, a gente está aqui para falar de comida e não de arquitetura…
Gosto de ir lá com a minha mãe, que é a pessoa que mais gosta de comer entradas que eu conheço. A ideia é provar um pouco de tudo e não se empanizar com um prato só (se bem que a feijoada de lá tem uma cara ótima, estou louca para voltar e provar). Fomos durante um dia de passeio no centro da cidade.
Abrimos com chave de ouro com uma caipirinha (ou caipiroska) onça pintada. Vai tangerina e maracujá. Deliciosa e vem num copão. Uma delícia! Refrescante, gosto de fruta, adoçada na medida (odeio quando a caipirinha vem puro açúcar) e pronta para ser tomada como se fosse suco!
Caipiroska Onça Pintada
Pedimos algumas porções “para beliscar”…
A primeira delas, panelinha de frutos do mar com perfume de curry.  Uma delícia. Tem um toque oriental e  vem com um pãozinho para chuchar no molho.

Panelinha de frutos do mar com perfume de curry

 Depois, mexilhões cozidos na cerveja. Muito gostoso. Lembrei de um que comi na Bélgica.
Mexilhões cozidos na cerveja
Linguiça de porco artesanal feita na casa com vinagrete e pão francês, que acompanha uma pimentinha biquinho (o toque especial, na minha opinião)…
Linguiça da casa com pimentas biquinho e vinagrette
E o meu favorito (disparado – não porque os outros não sejam tão bons, mas porque este simplesmente é o que eu penso quando tenho vontade de ir no Dona Onça): carré de javali grelhado ao molho poivre… Ainda que você não faça este esquema de “tapas”, peça este carré de entrada. Você vai ser mais feliz depois que comer, vai por mim.
Carré de Javali ao molho poivre
E para finalizar, sobremesas!! Ai, como essa parte me agrada!
Primeiro, um crème brûleé abrasileirado de romeu e julieta. Adoro estas misturas culturais (principalmente se elas são bem sucedidas).
Crème brûleé romeu e julieta
 Depois, um churros com doce de leite. Acho que a foto diz mais do que eu poderia dizer…

Churros com doce de leite
Para finalizar, peça um cafezinho. Ele acompanha o “leite de onça”que é uma batida/ licor que eles fazem lá.
Café com leite de onça
Um agradecimento especial à mamma, que me ensinou a comer bem e me apresentou ao carré, ao brûleé e ao passeio digestivo no centro pós restaurante (que não durou muito, como vocês podem imaginar).
Flá

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Rotisserie Roma


Roma Ristorante e Rotisserie



A minha família sempre compra massa fresca na Rotisserie Roma, em São Paulo. Lá todos nos conhecem pelo nome e já sabem exatamente qual é a espessura que gostamos para massa da lasanha. A qualidade é excelente e em 30 anos, nunca nos decepcionaram. Isso não é pouca coisa! Confesso que raríssimas vezes frequentamos o restaurante que funciona logo em cima da Rotisserie. Preferimos levar a massa fresca para a casa e deixar a nona fazer a alegria da família no domingo. 




As massas!


Compramos sempre ravioli de ricota, fettuccine, agnelotti de ricota com passas e nozes, massa de lasanha e cappelletti. Os preguiçosos também podem contar um uma seleção de  molhos prontos.  Mais fácil impossível. 


Hoje comprei cappelleti. Prometo colocar a receita depois no blog. 


Roma
Rua Maranhão, 512 - Higienópolis. 
São Paulo. 

Tel: 3660 -0800



Dani

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Hideki

A cidade de São Paulo recebeu, no final século XIX e no decorrer do século XX, um grande fluxo de imigração japonesa que deixou profundas marcas na sua sociabilidade. Por este motivo, podemos encontrar na metrópole paulistana o melhor da gastronomia nipônica. A trajetória do chef de cozinha Hideki Fuchikami é um exemplo do movimento de transculturação em terra bandeirante. Os pais de Hideki Fuchikami vieram para o Brasil em busca de enriqueicimento rápido para depois retornarem triunfantes ao Japão. Ao chegarem no Brasil, fixaram-se no interior da cidade de São Paulo, onde passaram a se dedicar à lavoura. 

variedade de sushis
Como não ganharam o dinheiro idealizado, estabeleceram-se definitivamente no Brasil, onde passaram a projetar novos sonhos. O título de bacharel no curso de Direito parecia ser o caminho ideal para a realização da ascensão econômica da família de imigrantes. Com este objetivo, o filho Hideki Fuchikami foi enviado à capital paulista. Como o custo de vida era alto, o jovem nissei foi orientado a trabalhar em um restaurante local para sobreviver. Rapidamente, o seu talento foi descoberto e orientado à aperfeiçoar-se no Japão. O sushiman passou quase dez anos em diversas cidades do Japão, onde teve a oportunidade de aprender os mais tradicionais pratos e temperos. 

Ostras!
Voltou para o Brasil em 1997 e assumiu o posto de sushiman no tradicional restaurante Yashiro. Em 2002, o chefe idealizou o restaurante Hideki, como templo da regional gastronômia nipônica. 
 O Hideki é um excelente exemplo de restaurante tradicional sem a afetação dos modismos. No pequeno salão, são expostas duas longas mesas no estilo self service. A primeira mesa conta com uma enorme variedade de sushis, sashimis, marinados e ostras.  A segunda é dedicada aos pratos quentes, como salmão grelhado, guioza, tempura de legumes e camarão, casquinha de siri, shimeji, shitake entre outros. 


A qualidade da culinária de Hideki Fuchikami é indiscutível. Somos conquistados pela farta variedade de pratos e sabores. Pelo tempero do chef, nota-se que Hideki foge do lugar comum. O único defeito do restaurante é o ambiente apertado. Infelizmente as mesas são postas muito próximas umas das outras, o que acaba por atrapalhar a circulação.






Site: http://hidekisushi.com.br/site.php
Endereço
Rua dos Pinheiros, 70.
São Paulo.


Dani

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Domingo na Tasca 474

Para fechar o final de semana, fui no domingo conhecer o Taberna 474, do empresário Ipe Moraes, mesmo proprietário do Adega Santiago. Estava curiosa para conhecer o lugar já que sempre gostei do Adega. O restaurante, que fica na esquina da Rua Maria Carolina no Itaim, lembra muito fisicamente o Adega, decorado com móveis de madeira em um estilo bem rústico.


Quando chegamos lá, o restaurante estava cheio e tivemos que esperar um pouco até sentar definitivamente. Para já ir abrindo o apetite, começamos com uma porção fresquinha de ostras de Santa Catarina que vinha com um molhinho de gengibre com molho inglês que estava muito bom.

Ostras de Santa Catarina

Depois, vimos nosso vizinho do lado pedindo um prato de polvo e não resistimos. O polvo   "A Galega" é um prato quente, regado no azeite com páprica doce. Acompanha umas torradinhas finas que eu ignorei porque preferi focar no que mais me interessava. Uma delícia! O ponto do polvo estava excelente! Macio e muito saboroso. Ah! Também pedimos o couvert, que nada mais era do que dois potinhos - um de azeitonas pretas e verdes temperadas e o outro de amêndoas. Achei caro e não vale a pena. Eles cobram por pessoa quase R$5,00. Se você fizer os cálculos, em 4 pessoas gasta R$20,00 com esta entrada. Por este valor, prefiro ficar com a minha meia dúzia de ostras...

Polvo " A Galega"

Quando finalmente estávamos acabando as entradas, fomos chamados para sentar. Como prato principal, pedi o Bacalhau da Tasca - lâminas de bacalhau com cebola, salsinha, batata palha (que eu pedi para tirar) e ovos (que neste prato, ao invés de vir tradicionalmente cozido, vem mexido). Eu gostei bastante do prato, mas tenho que assumir que prefiro este bacalhau um pouco mais sequinho. Acho que por conta dos ovos mexidos o bacalhau fica muito úmido e não me agrada tanto. Meu namorado pediu peixe do dia que vinha com alguns bolinhos de mandioca deliciosos. Como já dizia o antigo filme publicitário: crocante por fora e macio por dentro!

Bacalhau da Tasca

De sobremesa, pedi um crumble de maça com sorvete de canela. Muito gostosa a combinação do quente com o gelado e o sabor da canela (pena que eu esqueci de tirar a foto da sobremesa!) A conta veio um tanto cara por pessoa. Aproximadamente R$119,00/pessoa sendo que bebemos cerveja e água. Nada de vinho.

Mas de fato é um lugar agradável para quem está afim de conhecer um local gostoso de comida portuguesa.

Vai lá: Taberna, 474 - Rua Maria Carlina, 474 - Itaim - http://www.taberna474.com.br/

sábado, 19 de novembro de 2011

Casa Godinho: A melhor empada!

Minha irmã arrumou um novo emprego e, assim que meu pai ficou sabendo do endereço, fez uma encomenda. Ele pediu empadas da Casa Godinho, que fica pertinho do escritório dela. Um dia fui com ela para o centro da cidade de São Paulo e aproveitei para realizar a vontade do meu pai. Achar o lugar foi bem simples, já que fica na Rua Libero Badaró. O surpreendente foi encontrar o empório lotado as 7:30 da manhã em pleno dia de trabalho. O estabelecimento estava cheio de gente de todo o tipo: advogados, bancários, estagiários, senhoras, taxistas, entre outros. Todos esperavam na fila ansiosos por uma empadinha saída do forno. Logo fiz um pedido grandioso: 25 empadas para viagem. Empada de camarão, palmito, frango e bacalhau. Fui muito bem atendida pelo gerente do estabelecimento que insistiu que experimentasse também um dos doces portugueses. Não resisti e pedi também uma tortinha de morango.




Depois de experimentar cada sabor com muita gula e calma, realizei que se tratava de um quitute extraordinário. A massa não estava nem exageradamente seca, nem oleosa e a matéria prima de excelente qualidade. A favorita foi a empada de palmito, que vem com uma gigantesca azeitona verde sem caroço (do tipo que só se encontra no mercadão de São Paulo). Tudo de dar água na boca. 


Conversando depois com a minha avó sobre a incrível descoberta, soube que o estabelecimento é na verdade antiquíssimo. A Casa Godinho tem cerca de 122 anos e é um dos melhores lugares da cidade para comprar um bom bacalhau. 

É imperdível!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Antes tarde do que nunca - Italy

Não é mais novidade, um monte de gente já foi (eu mesma já indiquei para vários amigos), levei minha família para comemororar meu aniversário por lá, me atrasei no post por conta de uma época conturbada, mas mesmo assim não queria deixar este post passar em branco. Italy: o filho mais novo do Paulo Barroso, ex Due Cuochi, vale a pena ser visitado. O restaurante, que fica na Oscar Freire, é bem frequentado e tem um ambiente aconchegante - com direito a elevador para subir os seus três andares e televisão para "fiscalizar" a cozinha. O couvert é simples - pãezinhos feitos na casa com azeite e manteiga - mas são bem frescos e chegam à mesa quentinhos.




A primeira vez que fui experimentei uma massa verde com burrata e limão siciliano. Estava muito gostosa, mas acabei me arrependendo de não ter pedido o nhoque com molho de queijo e azeite trufado. Quando fomos no meu aniversário, nem pensei...pedi este prato e ainda consegui influenciar minha mãe e meu pai. Estava maravilhoso...muito, muito bom. Desta última vez que fui, nem abri o cardápio e já fui pedindo o mesmo nhoque, mas fui informada (para minha desilusão) que não havia mais o prato no cardápio! Droga! Bom, aí tive que mudar a minha escolha e acabei pedindo um nhoque que achei que era mais ou menos a mesma coisa, mas não tinha nada a ver! O nhoque com molho de cogumelos e azeite trufado era muito bom (talvez um pouco salgadinho), não dava para comparar com o de molho de queijo. Porém, para quem curte um gostinho bem suave de trufa, vale a pedida.



Todas as vezes que fui lá não pedi sobremesa, mas desta vez fiquei na vontade de experimentar um merengue com sorvete de pistache que meus pais comeram da última vez. Muito bom. O suspiro é puxa puxa como eu gosto e o sorvete tem um gosto bem forte de pistache.



Como aqui em São Paulo tudo é muito caro, você perde um pouco a referência do que é barato e do que é caro. O Italy tem um bom custo benefício - se pensarmos que o chef é o da modinha e que o restaurante fica no Jardins. Além disso, é um pouco mais acessível que o Due Cuochi. Até dias atrás ele era uma opção para quem queria experimentar a comida do Barroso sem ter que pagar (muito) caro. Agora que ele saiu do Due Cuochi, só nos resta continuar frequentando o Italy.

Italy - Rua Oscar Freire, 450, Jardins, tel. 3167-7489





Busca de palavras-chave: restaurante novo Paulo Barroso; restaurante Italy; Due Cuochi; restaurante Jardins.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dica para o fim de semana em São Paulo

Este domingo aqui em São Paulo estava do jeito que eu gosto - céu azul, sol forte e calor! Em dias assim, adoro almoçar em lugares abertos. Acho uma delícia! Meu namorado propos irmos ao Olea Mozzarela Bar que fica em Pinheiros ao lado (literalmente) do Maní. Achei a idéia ótima, principalmente porque já tinha ouvido algumas pessoas falarem bem de lá.


O lugar é um charme! A decoração é toda rústica e existe um pátio bem iluminado no centro do restaurante, com várias plantas, árvores e flores. Este pátio não é a céu aberto, mas como o teto é de vidro, dá uma sensação que você está em um ambiente externo.

Como o próprio do nome sugere, o restaurante é italiano e tem como carro chefe as mozzarelas de búfala. O cardápio também tem várias massas que pareciam serem bem gostosas, mas me encantei pelo "bar" de saladas e mozzarelas. São diferentes tipos de folhas, tomates, sementes, raízes e molhos que você pode escolher e montar a salada do seu jeito. Tudo colocado de uma forma deliciosa nestas "vitrines". Além disso, existe o bar de mozzarela para todos os tipos de gostos: tradicional, defumada, bolas grandes, bolas tipo cerejinha, mozzarelas mais moles e outras mais rígidas! De dar água na boca! Elas não fazem parte do preço da salada, então você escolhe quantas quer e o valor é cobrado como um extra.


Para começar pedimos uma porção de brusqueta. Nada diferente das brusquetas que comemos. Mas ponto positivo para a crocância perfeita do pão e o toque leve de alho.


Como falei, de prato principal e não resisti ao bar de salada. Para acompanhar, dois bifinhos de filé mignon. Minha salada tinha radicchio, pupunha, alho poró (nunca tinha comido ele cru com salada! Uma delícia), cenoura, mini rabanetes, alface roxa, tomatinho cereja e erva doce. Gostoso! Pedi com um molho de limão e azeite, mas de arrependi de não ter pedido o molho de mel com mostarda. Tava com uma cara boa!



Como falei, o almoço não teve nada de mais, mas a experiência como um todo foi legal. Aquele monte de ingredientes para a salada é de encher os olhos. Tudo arrumadinho e muito colorido.

Agora o preço não é dos mais atrativos. Um prato de salada + filé mignon sai quase R$50,00. Preço bem salgadinho!! Ponto negativo neste quesito.
Espiando o cardápio, gostei bastante da opção de burrata de entrada e massa recheada de abóbora com molho de queijo mascarpone.

Para quem quiser conhecer: Olea Mozzarela Bar - R. Joaquim Antunes, 198 - Pinheiros - www.olea.com.br

sábado, 26 de março de 2011

O especialista em suflês

Outro dia estava conversando com meus pais a respeito do U.G e ainda não sabia qual seria o assunto do meu próximo post por aqui. Quando eles me falaram que iriam a um restaurante nesta sexta-feira que eu ainda não conhecia, não pensei duas vezes: me convidei para o programa!

E lá fomos nós para o Marcel. O restaurante já existe há um bom tempo aqui em São Paulo, mas eu particularmente nunca havia ido. Só tinha mesmo escutado meus pais falarem sobre ele e sobre os delciosos suflês preparados pelo chefe Raphael Despirite. Alíás, o Raphael parece ser o especialista dos suflês paulistanos. Segundo a lenda, você não encontrará em São Paulo outro suflê igual ao dele.



O cardápido francês do Marcel é bem variado. Caso você queira comer outra coisa que não suflê, não tem problema. Mas eu ainda acho besteira ir até lá e não provar pelo menos um potezinho pequeno do carro chefe da casa.

Bom, eu adoro suflê de qualquer sabor, seja ele doce ou salgado. Aquela textura aerada é tão gostosa e tão leve que parece uma espuma desmanchando na boca! Delícia!!!

Para começar, pulamos o tradicional couvert de pãozinhos-enche-a-barriga e optamos por uma entrada.

Pedimos um steak tartar (aquela carne crua picada na ponta da faca com vários condimentos). Tem gente que torce o nariz para este prato. Eu gosto bastante. Lembra a minha infância. Antes de servirem o steak, o garçom veio da cozinha com três pequenas porções para que pudéssemos experimentar e checar o ponto do tempero. Achei isso de extrema simpatia. Combinamos a entrada com um Riesling muito bom e geladinho, que meu pai trouxe de casa -"Riesling Hugel" da Alsácia. Recomendo.




Enquanto comíamos o tartar, já pedimos os suflês, que demoram um pouco para serem feitos. O legal é você ir lá e não ter pressa. Curta a sua companhia que o resto é por conta do chefe.


Momento dica importante: para as mulheres que não comem muito ou para aquelas que pedirem uma entrada (meu caso), o suflê pequeno é de bom tamanho. Fui mordida pelo bicho da gula, pedi o grande e quase não consegui deixar um espaço para a sobremesa (ahãnn!!).


Eu e minha mãe pedimos um suflê de champignon, queijo brie e alho poró. Meu pai pediu um de camarões, queijo e champignon. Quando os pratos chegaram a mesa, fiquei encantada. Aquela "massa" transbordando do pote, com casquinha dourada e crocante por fora e uma espuma aeradíssima por dentro. Nossa, se eu pudesse, classificaria isso como "comfort food". É muito bom! O queijo brie derrete naquela mistura e tem uma combinação perfeita com o alho poró. Para acompanhar tomamos o delicioso e caro Kai, um vinho tinto de uva carmenere. Arraso! Gente, sair com os pais para jantar é tudo nesta vida! Além da companhia, eles nos propiciam momentos ótimos e nos mostram coisas que talvez a gente nunca conhecesse!



De sobremesa estávamos super na dúvida de qual suflê escolher. Tinha goiaba, cupuaçú, frutas vermelhas, chocolate, banana, etc. Criamos até um momento "confusão na cabeça dos garçons" porque simplesmente não chegávamos em um consenso. No fim, o chocolate e a banana prevaleceram! Viva! O de chocolate era meio amarguinho e o de banana era uma doçura só (no bom sentido, claro). Gostei mais do de banana. Ele ganhou um espaço no meu coração, bem ao lado do suflê de abóbora com leite de coco do Ici (apresentado pela Flá).



Resumo da noite: nota dez! Adorei e recomendo. Vai lá que você não vai se arrepender!

Um muito obrigada aos meus pais, que sempre me proporcionam momentos agradáveis em restaurantes excelentes.


Marcel - Rua da Consolação, 3555 São Paulo - 11 3064-3089
Preço: $$$$


quarta-feira, 16 de março de 2011

Grata surpresa

Um amigo meu sempre me falou de um tal restaurante nordestino que ele adora aqui em São Paulo e queria que eu conhecesse. No último sábado, quando finalmente tivemos um tempo para ir lá, fui previamente alertada: o lugar é longe de casa, o restaurante é simples e a mesa tem toalha de plástico. Ok, tudo certo! Se a comida é boa, estou dentro! Então, saímos de Higienópolis rumo a Interlagos para ir ao Feijão de Corda 3 - 3 porque além desta unidade que fomos, existem mais duas pela cidade.

O cardápio do restaurante possui todos os pratos tradicionais que um bom restaurante nordestino deve ter: carne de sol com manteiga de garrafa, feijão de corda, buchada, caldo de mocotó com fava, entre outros. O restaurate trabalha com sistema a la carte e você pode pedir algumas porções para compor o prato ou pode simplesmente pedir uma das opções executivas que servem bem duas pessoas. Cheguei lá com muita fome (não tinha tomado café da manhã) e achei que um prato para dois não ia dar...deu, sobrou e ainda saí com aquela sensação "passando mal" de tanto comer.

O André (meu amigo) sugeriu que pedíssimos o executivo de carne de sol, mandioca, feijão de corda e arroz. Para beber, pedimos uma cervejinha Original de garrafa.

Como não queríamos estragar o apetite com petiscos, pedimos direto a comida, mas alertei ao garçom que estava verde de fome e ele me assegurou que tudo chegaria bem rápido. Dito e feito. Em menos de dez minutos lá estava nosso prato, no melhor jeito "tudo junto e misturado".




O que posso falar? Não lembro da última vez que comi uma comida nordestina tão gostosa e saborosa como aquela. Tentei puxar na minha memória, mas não lembrei mesmo. O feijão de corda além de vir no ponto perfeito, vem divinamente temperado com coentro, cebola, tomate e uns micro cubinhos de bacon frito que visivelmente nem aparece no meio de todos os ingredientes....mas quando você coloca na boca, parece que aquele sabor explode e dá um gosto incrível. A carne de sol vem em finas fatias acompanhadas com uma mandioca tão bem cozida que fica mais parecendo um purê. Gente! O que é aquilo? Comi três pratos seguidos de vários "humms", "nossa", "é muito bom" e por aí vai. Eu que gosto de pimenta também coloquei umas gotinhas da pimenta local que eles têm lá. Muito boa!

De sobremesa, pedi um pudim de leite que veio geladinho, aerado e com uma caldinha de caramelo delícia!


Depois de agradecer mil vezes ao André dele ter me levado lá, a conta veio linda! O almoço todo, com tudo que falei para duas pessoas deu R$46,00, ou melhor, R$23,00 por pessoa. Incrível, né? Adoro achar estas pechinchas por São Paulo! Ah! E um fato pouquíssimo comum por aqui...o valet é de graça!! Muita emoção em um único almoço.

Na volta para casa, voltei pensando no que tinha sido aquele almoço, o quão gostosa era a comida deles e o quanto eu sou gulosa e tinha comido exageradamente! Hahah! Mas vale cada km rodado e cada caloria ganha. Com certeza!

Em tempo: se você for lá. não recomendaria atividades extras pós almoço. O negócio é ir para casa e ficar jiboiando em frente da TV mesmo. Faz parte do ritual.

Bjs, Fê

Feijão de Corda III - Endereço: Avenida Engenheiro Alberto de Zigottis, 327

segunda-feira, 14 de março de 2011

Restaurant Week Brasil


Pessoal, jogo rápido! Estou passando por aqui para lembrá-los que a partir do dia 21 de março teremos mais uma edição da Restaurant Week - Brasil, já é a oitava só em São Paulo. Este ano, o evento, que parece ter caído no gosto dos paulistanos, abrangerá várias cidades do Brasil e irá rolar até 03 de abril. São ao todo 457 restaurantes participantes, que servem variados tipos de comida. Os cardápios são oferecidos a R$29,90 no almoço e R$39,90 no jantar (bebidas, serviço e couvert não inclusos).

Preparem seus estômagos e planejem-se! Tem que fazer reserva com antecedência! Caso contrário, você corre o sério risco de ser "barrado" porque o restaurante está lotado!

O bom de tudo isso é que você tem a chance de conhecer aquele restaurante que sempre teve vontade de ir, mas nunca foi porque é muito caro!!

Para os apressadinhos, segue o link do evento com os restôs: http://www.restaurantweek.com.br/

Esta semana vou estar fora de SP em um evento em Mendoza, Argentina (quem sabe não trago de lá boas dicas???) mas quero ver se já faço algumas reservas para depois dar as dicas por aqui!!


sábado, 12 de março de 2011

Revisitando o La Mar

Este carnaval resolvi ficar em SP. Depois de uma viagem de quase um mês fora do Brasil, estava mais a fim de curtir a família e fazer programas low budget. No domingo passado, meus pais me chamaram para ir com eles ao peruano La Mar. O restaurante não é novo aqui na cidade, inclusive, quando a Flá morava em SP fomos conferir o lugar. Como lembrava que tinha gostado muito da comida de lá, sabia que a companhia iria ser ótima e ainda estava sendo "paitrocinada", não demorei para aceitar o convite.

Quando chegamos, pedimos algumas dicas ao graçom (muito atencioso por sinal) já que não temos um conhecimento profundo da culinária peruana. Na verdade, o brasileiro em geral não conhece quase nada da comida desta região por dois motivos fortes: pré conceito, por achar que ela é muito apimentada e desiteresse, já que é pouco disseminada no Brasil. E aqueles que a "conhecem" tem somente o ceviche como referência. Uma pena, porque mesmo sendo uma delícia, a culinária peruana possui uma diversidade de outros pratos tão deliciosos quanto. Afinal, ela é rica em ingredientes, sabores e texturas. Fato comprovado pelo tamanho do cardápio do próprio La Mar.

Começamos pelo inevitável quarteto de ceviches (que serve até três pessoas): clássico de robalo, nikei de cubos de atum (com um gostinho agridoce de tamarindo), piedade de pescado, lula e polvo e mistura de salmão, lula e polvo. Todas as opções vêm com cebola roxa e sal, além de serem marinados em um suco de limão  e "aji" (a famosa pimenta peruana que é cuidadosamente tratada pelo restaurante para deixar mais o aroma da pimenta do que sua ardência). Este caldo proveviente do marinado de ingredientes é conhecido por Leche de Tigre.
 

Quarteto de Ceviche


As famosas ají: Cambuci (verde), Piedade (amarela)  e Panca (vermelha)

Depois continuamos com as "causas", que nada mais é que um purê de batatas em forma de pequenos rolinhos (achei esta parte da batata muito parecida com um nhoque grande) e que vem cobertas de vários sabores, como filé de pescado empanado, camarão, polvo e atum.

Causas variadas
As texturas e contrastes de sabores deixam o prato super especial. Para fechar, pedimos dois pratos que também dividimos em três pessoas. Aliás, o La Mar faz um esquema legal caso você queira pedir diferentes pratos para dividir. Fechamos com um arroz criollo de frutos do mar e tacu tacus Arequipa, ou seja, uma pasta feita de feijão branco e arroz (acredite, é muito bom) com camarões grelhados, guarnecidos com cebola roxa, pimenta dedo de moça coentro e limão.


Arroz criollo


Tacu Tacus Arequipa

Para beber, fiz meu "debut" com o Pisco Sour. A bebida é feita com o Pisco (uma tradicional "aguardente" peruana), limão, açúcar e uma cremosa espuminha.

Já que tínhamos comido "tão pouco", por que não comer mais, não? Hahah! Pedimos também a degustação de sobremesa (o legal é experimentar um pouco de cada) que vem com o picarones (tipo um churros com uma calda de mel de rapadura), arroz con leche (irmão do arroz doce brasileiro) e suspiro limeño, que é um doce de leite maravilhoso com merengue de vinho do porto.

Trio degustação de sobremesa

Tudo uma delícia, fresco e riquíssimo em sabor. Atendimento nota mil, com direito até a uma mini aula sobre as pimentas peruanas e o investimento do restaurante em produzir pimentas diversas aqui no Brasil. Ficamos tão felizes e satisfeitos que saímos da mesa já pensando em voltar novamente. Coisa de gente da minha famíilia que só pensa em comida. E claro que chegamos à conclusão que da próxima vez pediremos as famosas planchas de frutos do mar. Elas são tão aromáticas que quando ela chegou na mesa ao lado, quase pedimos para experimentar.

O fato engraçado é que meu pai (metódico do jeito que é) resolveu fazer reserva para três pessoas no restaurante em um domingo no meio do Carnaval. Até cheguei a tirar um sarro da cara dele, pois tinha certeza que iríamos ser os únicos no salão. Para minha surpresa (e pagar minha língua) o restaurante simplesmente lotou. Isso é a prova mais natural de dizer que o restaurante é bom, está dando certo e agradando os paulistanos...pouco a pouco!

Vai lá! Bjs, Fê

La Mar Cebicheria - Rua Tabapuã, 1410
Preço: $$$
site: http://www.lamarcebicheria.com/web/index.php

quarta-feira, 9 de março de 2011

Genéricos também na cozinha: por quê não?

Nem só de belos e saborosos ingredientes vive a gastronomia. Afinal, qual é a graça de se fazer um prato super elaborado ou sofisticado utilizando uma panela descascada ou uma faca com cabo derretido? Eu não tenho nada contra, mas admito que ter um aparato "em ordem" deixa a brincadeira muito mais gostosa.

Hoje, o mercado oferece uma infinidade de "gadgets" gastronômicos para satisfazer desde os principiantes na cozinha até os mais renomados chefs. Porém, isso tudo não é nada barato. Principalmente quando falamos em Brasil e produtos importados com seus preços salgadíssmos.

A Flá, que está morando em Londres, escreveu aqui sobre suas mais novas e lindas Le Creuset. Ótima compra com um preço razoável. Mas no Brasil, uma panela desta pode chegar até R$1.000,00....bem desanimador, né?

Até que outro dia minha mãe me falou que tinha visto umas panelas muito bonitas em oferta no Pão de Açúcar que eram bem parecidas as da Le Creuset...ou melhor, eram Le Creuset genéricas! Hahaha! Não me aguentei e fui dar uma olhada para ver como era.


O supermercado importou da China (óbvio!) algumas travessas e panelas e está vendendo por um preço bem tentador. E como tudo na China nada se cria, tudo se copia, posso afirmar que elas são bem parecidas (esteticamente) com a Le Creuset original...inclusive tem as cores da marca: o famoso laranja, vermelho e verde. A diferença é que elas são de cerâmica e não de ferro, e por isso, só podem ser levadas ao forno convencional ou microondas.


Não resisti e comprei uma travessinha (20cm) de R$16,90 (foto abaixo). Mesmo sabendo que a qualidade delas não chega aos pés das Le Creuset originais (afinal, o preço alto tem uma justificativa gastronômica plausível, como por exemplo, a distribuição perfeita do calor), elas são muito bonitinhas. Mas para falar bem a verdade já usamos uma delas aqui em casa e não achamos a qualidade ruim não... e para fazer uma graça em um jantarzinho ou outro na hora de servir, valem a pena. A panela maior exposta está R$69,90 e ainda tem algumas outras travessinhas e galeteiros fofos.

Quem quiser dar uma conferida antes de ir no supermercado, acesse este link. Eu fui no Pão de Açúcar da Rua Sergipe em Higienópolis e encontrei uma variedade de peças. Uma pena que não consegui fotografar tudo...fui rapidamente advertida pelo segurança local...