quinta-feira, 21 de abril de 2011

Finger foods - Uma (não) festa de aniversário

Grüezi! Chegou a estação dos aniversários. Não sei para vocês, mas abril e maio são meses agitados para mim. Tem o aniversário da minha querida madrinha, da minha mãe, pai, da Flávia (autora do blog), e hoje é o dia da tia Sissa. Por isso estou em Basel, na Suíça.
Trata-se da comemoração dos seus 60 anos. Só que ela proibiu meu tio de organizar uma festa de aniversário. Pode? Claro que não. Por isso, meu tio que gosta tanto de aniversário como eu, planejou uma (não) festa. Isto é, só finger food e champagne e quem quiser passar para dar os parabéns, sabe que é bem vindo. Tirei algumas fotos da mesa.


Dip saudável:
Erva-doce, tomate cereja, cenoura, pepino, pimentão e rabanetes
e porções de molhos à base de iogurte.
Azeitonas, tomate seco, coração de alcachofra, berinjela e ovos e salame
Salada de camarões e lula
Mini sanduíches de salame, salmão, patê e camarão
Queijo cottage e
 espetinhos de azeitona, pimentão, tomate seco e alho em conserva

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Croissant do Café Cavalli


Sempre sonhei em ter uma Lambretta vermelha, mas quando mudei para Florença, logo fui proibida de fazer semelhante aquisição. Sou super descordenada, distraída e atrapalhada. Levo tombos o toda hora e já bati o carro várias vezes. Diante desse histórico, meu pai afirmou "nem bicicleta você pode comprar, no máximo triciclo". Resultado: nunca andei tanto na minha vida. Todo dia faço uma caminhada de mais de 40 minutos para chegar à faculdade. Acordar cedo e andar por 40 minutos é um terrível sacrifício, então, me presenteio com o melhor croissant de Florença no caminho! Tá, eu sei... não deveria, juro que não consigo resistir.
Essa delícia fica no Caffe Giocosa, mais conhecido como "Café Cavalli". Entro rapidamente, peço pelo meu croissant vuoto (isso é sem recheio), pago 1 euro e vou contente para a aula.


O Café Cavalli tambem serve almoço no balcão, gostoso e relativamente barato.
Vale a pena conferir.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Escola de culinária - La Pentola delle Maraviglie

Hoje será a minha estréia na coluna Peripércias na Cozinha, do blog. Antes de mais nada, confesso que sou bem menos gifted na cozinha que minhas amigas, até porque é difícil competir com elas. A Dona Fernanda faz um gazpacho dos deuses (entre outras coisas) e quem já experimentou alguma das sobremesas da Flávia sabe que, além de parecerem obras de arte, são uma perdição. No entanto, sou um bom garfo, esforçada e um dia chego a chef!

Como um incentivo ao meu aprimoramento na cozinha, ganhei um presente incrível de Natal, do meu tio Michael: um curso culinária regional na escola La Pentola delle Maraviglie, de Barbara Desderi. Não é demais?


A escola propõe diversos tipos de cursos e para todos os níveis (do iniciante ao avançado), nos quais o aluno sob orientação da chef, preparam os pratos e depois fazem a degustação. Os cursos são divididos em módulos, sendo que alguns deles são: cozinha regional, pão e focaccia, peixes, doces, crepes, sorvetes, alta cozinha, dentre outros. A aula dura mais ou menos 3 horas e o clima é bastante descontraido. É uma idéia bacana, não só para quem mora na Itália, mas também para turistas que querem conhecer com mais profundidade a cultura gastronômica do país. Para quem viaja sozinho e não tem coragem de ir em bons restaurantes by yourself, é uma oportunidade de conhecer pessoas novas e de comer bem.

A minha primeira aula foi na semana passada e o tema era Cucina Piemontese. Para quem não sabe, o Piemonte fica no extremo norte da Itália. A região é um importante pólo industrial do país e, até por isso, bastante desenvolvida. Todavia, o Piemonte não é só conhecido por suas fábricas, mas também pela tradição gastronômica. Terra do vinho Barolo, do tartufo, da carne de alta qualidade e dos queijos. Pode-se dizer que pela localização geográfica, a culinária piemontesa é bastante influenciada pela francesa, mas também, por uma questão histórica, pela culinária da Sardenha.



A idéia do curso de culinária regional é bastante interessante: aprende-se a fazer um refeição completa com pratos tradicionais da região escolhida.

Sendo assim, preparamos como primo piatto, um delicioso Gnocchi al Castelmagno. Para o secondo piatto, fizemos Faraona Ripiena al Barolo, isto é, galinha de angola recheada de carne de porco, pancetta, arroz, ovos, cebola, alecrim no vinho Barolo.















Como acompanhamento para o frango, Cipolle al Forno con Bagna Caoda.



Para sobremesa torta di nocciole, ou seja, bolo de castanha com creme.


Dos pratos, o meu favorito foi o gnocchi. A Barbara Desderi me alertou para o fato de que é um prato tradicionalmente doméstico. A família italiana se reúne na cozinha antes do almoço de domingo para preparar o gnocchi. Trata-se de um prato que deve ser feito na hora e a rotina intensa dos restaurantes dificulta a realização deste processo. Por esse motivo, poucos bons restaurantes o servem gnocchi, ao passo que em outros utilizam o produto congelado. Isso explica o fato que nunca encontro gnocchi tão bom quanto o da minha nonna!

Então, por isso, resolvi traduzir a receita e passar para vocês. Como alguns dos ingredientes não são faceis de se encontrar alhures, também vou passar algumas dicas para "adaptação" da receita.

Gnocchi al Castelmagno

GNOCCHI AL CASTELMAGNO

1 Kg de batatas "a pasta bianca"
300 gramas de farinha
1 copo de vinho branco seco
150 gramas de queijo castelmagno
25 gramas de mantega
sal
pimenta do reino

Modo de preparo:

Ferva as batatas com a pele em água fria. Depois de fervida a batata, descasque a pele e amasse a batata. Misture a farinha, o sal e a pimenta. Enrole a massa em "tubos" compridos. Com uma faca, corte o gnocchi.




Para o molho, derreta a manteiga em uma panela, adicione o queijo castelmagno ralado e o vinho branco. Deixe cozinhar em fogo baixo por 5 minutos, mexendo bastante com a colher (é importante não deixar o molho parado na panela).

Tempere com o sal e a pimenta do reino.


Cozinhe o gnocchi em água fervente com sal e sirva com o molho de Castelmagno.

Dicas:
Quem já esteve em um food market, na França, Suiça, Alemanha percebeu a divesidade de tipos de batatas expostas. Parece uma coisa de outro mundo, tem batata especial para gnocchi, purê, rosti, entre outros pratos. Um paraíso! Infelizmente, essa não é a realidade mundial. No Brasil, assim como em outros países, não se encontra a batata "a pasta bianca", que é perfeita para o preparo do gnocchi. Então, sofremos para encontrar batatas que não sejam aguadas e que não precisem de muita farinha para ganhar consistência, o que tira o gosto de batata. Minha avó que é especialista em gnocchi (faz o melhor do mundo!), conhece muito bem a dificuldade para a realização do prato no Brasil. Por isso, recomenda sempre escolher sempre batatas de tamanho médio e até misturar variedades. Meio quilo de batata "para nhoque" e meio quilo de batata rosa por exemplo. Como nada é garantido, é preciso ter atenção na consistência da massa e fazer o teste na panela (isto é, coloque alguns gnocchi na panela com água fervendo e veja se sobe). Outro segredo de avó é um pouco de noz-moscada ralada na massa. O ingrediente não consta na receita da Bárbara Desderi, mas fica uma delícia.

O maior problema é o queijo. O castelmagno é considerado o rei dos queijos do Piemonte. O sabor é encorpado, bastante granulado e macio. Mas onde é possível encontrar o queijo Castelmagno fora da Itália se nem fora de Piemonte é fácil encontrar esse queijo? Pois é, na Itália, eles acabam abastecendo apenas uma pequena região de um determinado produto, o que faz com que seja necessário adaptar a receita. Uma boa alternativa é substituir pelo gorgonzola (novo). O castelmagno é na verdade mais macio que o gorgonzola, então talvez isso altere o tempo do molho do fogão.

Buon Appetito!


Site da escola de cucina La Pentola delle Maraviglie: http://www.lapentoladellemeraviglie.it/


Agradeço ao meu tio Michael, por sempre acreditar e incentivar o aperfeiçoamento dos meus dotes culinários. Quem sabe um dia serei tão boa pilota de fogão como ele!

domingo, 17 de abril de 2011

Feira Gastronômica na Piazza Santa Maria Novella

Nada mais gostoso que comer na praça em um domingo de sol, e foi isso que fiz hoje. Aproveitei que o dia está lindo e que está acontecendo uma feira gastronômica na Piazza Santa Maria Novella e lá fui eu. Achei que estaria uma muvuca, já é uma região bastante turistica da cidade, do lado da estação central. Enganei-me. Super bem organizada, sem filas. Perfeita para um programa "sem stress".



Depois de uma volta pelo pequeno mercado, escolhi um hotdog de salsicha würstel, uma porção de batatinhas e pronto! Como diz a Flá "Pique-nique na praça". Estava muito gostoso. Foi fácil, também, achar lugar para sentar. Só alerto que não tem sombra, mas quem liga para isso depois de um terrível inverno? Queremos mesmo é aproveitar o sol!


meu almoço
Depois aproveitei para degustar alguns produtos artesanais e fazer umas comprinhas. No mercado, tem barraca de queijos, de produtos toscanos, sicilianos, de gelato, de vinhos, marmeladas e doces. Tudo é artesanal.


geléias artesanais
produtos em conserva

salames e queijos


morri por essas alcachofras


tadinho!
Apaixonei-me pela barraca de tartufi! Tinham tantas pastas diferentes para provar e comprar, que quase fiquei louca. Tartufi con Funghi Campignons, Tartufi con Carciofi, Tartufi con Funghi Porcini entre outras opções. Comprei algumas até para dar de presente.

Perdição: Pastinhas de Tartufi


Ah O mercado acontece até o dia 25 de abril.
Local: Piazza Santa Maria Novella, Florença

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sweet in Paris

Em uma viagem que fiz a Paris, recebi a indicação de um amigo para ir a um restaurante e provar "a melhor sobremesa da vida": o mini cheese cake et glace bulgare, do Le Tourville. Formiga do jeito que eu sou, anotei logo a dica na agenda e assim que tive a oportunidade, lá fui eu feliz da vida provar a iguaria. 

O restaurante tem uma decoração interessante e o ambiente mesmo sendo mais refinado é acolhedor. Nos tempos de calor, eles colocam umas mesinhas do lado de fora, fica super charmoso. Como fui avisada de antemão que os preços eram mais salgados, eu fui lá só para a sobremesa... Claro que dei uma xeretada básica no cardápio para ver o que eles tinham de almoço e jantar. As opções de comida pareceram-me ótimas e na próxima eu volto para comer um prato também. Fiquei na parte da baixo do restaurante, onde dá para tomar um café e comer um docinho. Pedi o tal do cheescake, claro. Estava simplesmente maravilhoso. Comi bem devagarinho para durar mais tempo. Não sei se chego a dizer que foi "a melhor" sobremesa da minha vida, mas sem dúvida, está na categoria de uma das melhores. 

Cheesecake com glacê Bulgare

A minha amiga, para quem sobremesa é sobremesa quando tem chocolate, pediu um Moefleux du Chocolat. Eu peguei um pedacinho do dela e me deliciei! É parecido com um petit gateau só que mais gostoso. 

Moefleux du Chocolat
O restaurante é super bem localizado (pertinho da torre Eiffel), o que é ótimo para quem está fazendo turismo e não pode se deslocar pela cidade inteira só para ir comer um docinho (se bem que valeria a pena mesmo assim...).

Le Tourville

43, avenue de la Motte-Picquet
01 44 18 05 0


Um agradecimento ao meu amigo Pedro, que fez a indicação do lugar e à minha amiga Priscila, que foi comigo e me deixou provar o Moefleux!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Matsuri St. James's


Conheci o Matsuri St. Jame's quando fui almoçar com uns amigos. Era a despedida de um amigo meu japonês e ele quem fez a indicação do lugar. Indicação de restaurante japonês por um japonês é um bom sinal... Quando vi que o local era frequentado por muitos japoneses e a maioria das pessoas do atendimento é japonesa, pensei: esse restaurante não é só japonês "para inglês ver" e sim legítimo!

Cada mesa do restaurante rodeia uma espécie de grelha, onde os pratos são feitos na frente do freguês.



Quando chegamos lá, havia inúmeras opções de comida: desde aos tradicionais combinados, yakissobas, carnes, frutos do mar, sushis e sashimis variados, como também a chamada "pizza japonesa". Quando vi a "pizza" no cardápio pensei: "pronto, só o que me faltava: pizza japonesa"! Torci o nariz... Quando eu vi a tal "pizza japonesa" na mesa ao lado, eu me arrependi de ter torcido o nariz e fiquei morrendo de vontade. Ela não tem nada a ver com a pizza italiana: é só uma massa que eles fazem e colocam várias coisas por cima como folhas e carne e depois prensam tudo na grelha. Pareceu fantástico e eu me senti sem originalidade com o meu combinado de sushis e sashimis, que custou 15 libras (foto abaixo). Como meu budget estava mais restrito, fui num menu rápido, que matou a minha vontade de comer comida japonesa. A comida estava super fresquinha e deliciosa.




O combinado estava bem gostoso e dentro do meu orçamento (há várias opções boas, mas o preço é mais salgado), mas da próxima vez eu arrisco essa pizza ou outra coisa do cardápio. Para quem pode gastar um pouco mais, o cardápio oferece ótimas opções de pratos: fiquei com água na boca de ler o menu e de ver o que estava sendo preparado nas mesas ao lado. 


O que me deixou muito contente foi ter experimentado o "fire ball ice cream". Sensacional!! Vem primeiro um pratinho com umas frutas (olhem o capricho da foto com o desenho da flor de cerejeira). 




Aí chega o cozinheiro para o show. Ele primeiro dá uma grelhada em um crepe, depois pica umas frutas na grelha, coloca o sorvete e "boom": flamba o sorvete com as frutas num show de pirotecnia! Estava tudo uma delícia: o crepe, as frutas, o sorvete! Vale a pena pedir!!


O sorvete sendo frito em cima das frutas na grelha pouco antes de ser flambado








Para quem quiser ver o "fire ball" sendo feito no youtube:


http://www.youtube.com/watch?v=nzY0muiZARI&feature=player_embedded


Site do restaurante:

Um agradecimento ao meu amigo Hiro pela indicação do restaurante. Hiro, you are our hero!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Guacamole, I love you!

Oi gente! Primeiro queria me desculpar por minha ausência nas últimas duas semanas. O trabalho novo está me deixando louquinha e ainda por cima, tive que viajar semana passada por uma semana para um treinamento. Um dia fico rica e me dedico só ao U.G...mas enquanto isso não acontece, tenho que trabalhar, né? Rsrsrs! Bom, como falei, fui viajar a trabalho. O destino desta vez foi Carolina do Norte. Como este treinamento era bem pesado, não tive tempo livre para sair pela cidade explorando os restaurantes legais da região. No dia que cheguei, fui direto almoçar porque estava passando mal de fome. Quando abri o cardápio, não demorei muito para escolher o que queria: nachos, salsa e... guacamole!!! Gente, como eu amo guacamole!!! Entre uma garfada e outra, tava tentando resgatar meu amor por isso....e aí lembrei da primeira vez que comi guacamole. Foi em uma viagem que eu e meus pais fizemos para os EUA ainda quando era pequena. Naquela época, ir ao Hard Rock Cafe era o "must do" em um roteiro. Lembro que no Hard Rock quase tudo tinha guacamole, então, acabei experimentado e amei! Acho que a combinação abacate + limão + pimenta é sensacional!!! Depois deste dia fatídico (rsrsrsr), nunca mais deixei de comer abacate e todas as suas possíveis versões. Tenho que confessar que grande parte do meu amor pela comida mexicana vem por conta do guacamole. Às vezes, fazemos aqui em casa como aperitivo, e servimos com aqueles nachos da Doritos - o Dippas, sabem? É uma ótima opção de entrada.



Com isso, queria dividir com vocês minha versão do prato!

Guacamole:

- 1 acabate maduro
- 1 tomate
- 1/2 cebola
- coentro
- pimenta dedo de moça
- sal
- limão

Com um garfo, amasse o abacate, deixando alguns pedaços maiores (não amasse muito para não ficar uma papa). Corte o tomate e a cebola em cubos bem pequenos e junte ao abacate. Pique o coentro e a pimenta. Cuidado! Retire as sementes da pimenta, já que é a parte realmente picante. Coloque sal e limão a gosto.

Dica 1: para que não gosta de coentro, pode substituir por salsinha;
Dica 2: você pode substituir a pimenta dedo de moça por Tabasco;
Dica 3: só faça realmente o guacamole na hora que for servir. Caso contrário, ele oxida, escurece e fica com um aspecto feinho.

Para servir, compre o Doritos Dipas, que tem um sabor neutro de milho!

Acho que essa é uma deliciosa idéia para petisquinhos quando você for receber alguém em casa! Ah! E se você realmente fizer, me convida!!! Como falei, amo guacamole!